Homens no artesanato: O porquê do preconceito?

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Homens no artesanato: O porquê do preconceito?

 Artista plástico paulistano de 34 anos, Thiago Rezende ensinando artesanato

Homens no Artesanato

É sabido que vivemos em uma sociedade que adora rotular e setorizar funções: Homem faz  isso, mulher aquilo outro! Não seria diferente no artesanato.

Há algumas técnicas que já se encontram bem resolvidas neste sentido, outras não. Por ser uma prática que requer certa concentração e atenção plena aos detalhes, alguns artesanatos, mais que outros vem sofrendo discriminação no que se refere à introdução da mão de obra masculina.

Homens que começam a fazer crochê ou tricô, por exemplo, relatam possuir um certo olhar atravessado, por historicamente se tratar de uma prática feminina.

Fazendo uma analogia, podemos comparar ao fato do estranhamento que ainda existe quando uma mulher se encontra em atividades masculinizadas socialmente, como mecânica, mestre de obras, pedreira … ou a fama infundada de que mulher não sabe dirigir.

Isso se dá por uma cultura que têm raízes profundas, que vem desde o momento da escolha da cor da nossa saída de maternidade, até os brinquedos que iremos brincar. Somos sentenciados e induzidos a mulher brincar de boneca (e longe dos carrinhos!) e homem brincar com carrinhos (e longe das bonecas!).

Somos criados para cumprir funções sociais mais do que qualquer outra coisa.  

Voltando ao enfoque, é por isso que volta e meia nos vemos nessas situações de preconceito, de rotulação e acabamos por seguir a massa sem nos questionar os motivos.

Mas que bom que tem a maré contrária, né?

Personalidades no Crochê

Hoje, temos vários ícones do artesanato de todas as idades e o interesse por parte dos mais jovens no aprendizado só aumentam. Temos grandes exemplos que vão desde o Junior Crocheteiro, que faz crochê desde pequenininho, ao Rodrigo Hilbert que é ator, apresentador e crocheteiro.

Junior Crocheteiro e Rodrigo Hilbert. Imagem do site: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2017/09/02/interna-brasil,622959/menino-que-ensina-croche-se-inspira-em-rodrigo-hilbert-contra-o-precon.shtml

O artesanato também é ensinado nos presídios, escolas, hospitais a fim de promover um passo tempo educativo, lucrativo e prazeroso. Depois voltaremos e faremos um post exclusivamente para esse tema.

Seja no artesanato ou no que for, o fato é que o preconceito com qualquer gênero por toda e qualquer atividade que este deseje praticar é totalmente infundado e anti evolutivo.

Vamos nos libertar dessas amarras e abrir nossa mente para novas possibilidades que só encontram barreiras na cabeça de cada um!

No ArtChapada possuímos uma série de artesãos responsáveis por produzir peças maravilhosas, depois faremos um post para cada um deles! Dê uma conferida! 

E viva a inclusão e a diversidade!





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